Guia Infantil

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aventura no centro de saude

Apesar de ser acompanhada por um médico particular que adoro, optei por ir também ás consultas no centro de saúde. Afinal a minha Bé é lá que vai ser assistida.

Não sei como funciona nos outros centros de saúde mas em Portimão a coisa funciona assim.

As gravidas têm direito a uma sala de espera própria, para onde vão depois de passar pela recepção. O atendimento é por ordem de chegada, sendo que há que fixar quem está á nossa frente, porque não existe sistema de senhas, o que por si só, já trás muita confusão.

Entretanto a enfermeira vai chamado, para fazer a recolha do xixi, medir a tensão e ver o peso.

Não posso deixar de falar na recolha do xixi... Odeio essa parte!

No consultório, a enfermeira dá-nos um copo de plástico e um guardanapo para fazer analise à urina. Saímos do consultório, atravessamos a sala de espera e vamos á casa de banho, fazemos o nosso xixi, depois voltamos a atravessar a sala de espera, em direcção ao consultório desta vez com o copo de agua, ou melhor o copo do xixi, já "usado", vamos dizer assim.

Entrega-se o copo á enfermeira, ela recolhe a amostra para análise, e devolve-nos o precioso copo, e lá voltamos nós a atravessar a sala de espera com a porcaria do copo com as sobras, para deitar na sanita da casa de banho que fica do outro lado. E regressamos já sem o copo para o consultório onde medimos a tensão e vemos o peso. Já disse que odeio isto!

Só fico a imaginar o dia que eu, ou outra gravida tropeça e lá se vai o copo de "agua".

Depois voltamos novamente para a sala de espera, e ficamos a ver as outras gravidas a passar com o seu copinho para trás e para a frente.

Até que o medico comece as consultas já passaram mais de 20 copos de xixi.

Tenho chegado sempre ás 8.h ao centro, mas só sou atendida pelo médico perto das 10h, que é quando ele chega, e não posso reclamar uma vez que tenho sido a primeira. As outras gravidas que se seguem a mim, é que ficam pelos cabelos. Não sei o que acontece mas, o Dr. fica na conversa comigo e com o Pai, horas e horas e horas a fio.

Na primeira consulta ficamos pelo menos 2 horas a falar com o medico. E a conversa foi do mais bizarro que pode haver. Falamos de politica, de como vai a saúde e o ensino, falamos das seitas que invadiram a nossa sociedade, de anticristo, e da confraria, falamos dos senhores do mundo e forma como somos manipulados por eles. Enfim por mais que tente não consigo traduzir o quão incrédulos, mas ao mesmo tempo divertidos, ficamos a ouvi-lo falar. E lá vamos acenando afirmativamente com a cabeça.

O tempo dedicado á gravidez, e a mim por assim dizer, foi muito pouco. Para além da receita de Folicil, passada entre a discussão de qual o pais mais seguro para viver no decurso da III Guerra Mundial, e de como os chineses antigos viam o sexo dos bébés através do pulso da mãe, apenas restou tempo para ouvir o coraçãozinho do meu Bébé.

Quer dizer, ouvir, ouvir, não será tanto assim. É que o aparelho que osculta o bébé através da barriga da mãe, não sendo da pré historia, foi pelo menos o rádio transportado por um tropa qualquer numa altura em que nem sequer se imaginava possível uma guerra mundial. No meio dos Grrr... Grrr... que o aparelho vai emitindo lá se ouve o batimento do coração do meu bébé.

Enfim, desta vez a consulta tambem não foi diferente. Muita, muita conversa! Conveço que já tenho vergonha, quando depois de tantas horas de conversa solta com o médico, tenho de à saída confrontar os olhares das outras gravidas.

O que vale é que desta vez trouxemos umas coisinhas para o bébé.


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